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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Williams FW34





Após o retumbante fracasso em 2011, quando conseguiu meros cinco pontos, contra 69 de 2010, a Williams fez uma total reformulação no time, tratando, primeiramente, de demitir Sam Michael, o diretor técnico, para contratar Mike Coughlan, aquele mesmo que ficou conhecido no escândalo de espionagem em 2007, quando estava na McLaren e foi acusado de utilizar dados sigilosos da Ferrari enviados por Nigel Stepney, chefe dos mecânicos na escuderia italiana.

Depois, necessitando desesperadamente de dinheiro, manteve Pastor Maldonado, que traz polpudas somas proporcionadas por Hugo Chávez, e advindas da PDVSA, a estatal petroleira venezuelana, e trouxe, para o lugar do experiente Rubens Barrichello, Bruno Senna, que também possui um grande cartel de patrocínios, capitaneado por Eike Batista e sua empresa, a OGX, além do seu antigo parceiro desde a época da Fórmula 3 Inglesa, a Embratel.

O novo modelo, lançado hoje, o FW34, porém, não mostra nenhuma solução radical ou revolucionária, pois muito pelo contrário, o que se vê é apenas uma evolução natural em relação ao FW33, com modificações para adaptar o carro ao regulamento técnico de 2012, que exigiu o bico mais baixo (daí o degrau na frente), e a extinção dos difusores soprados, que levaram a realocação dos escapamentos para a lateral.

O time adaptou a inovação trazida no carro do ano passado, com a fixação da suspensão traseira direto no suporte da asa posterior, já que agora é o suporte do aerofólio que está fixado no braço superior da suspensão sobre a caixa de câmbio.

O carro agora está equipado com o fortíssimo motor Renault, campeão com a Red Bull nos últimos dois anos, ao invés dos pouco potentes Cosworth, algo que, por si só, deve trazer um pouco de melhora em relação ao pífio ano de 2011.

Ainda sim é pouco provável que a Williams reviva seus dias de glória, principalmente porque Frank se recusa a ceder parte das ações a montadoras, sendo o último real garagista, aqueles que fizeram a Fórmula 1, que ainda se sustenta nos dias atuais.

Ficha técnica:


Pilotos
18  Pastor Maldonado - 19  Bruno Senna
Chassi
FW34
Caixa de câmbio
Williams F1 de sete marchas, mais a marcha-a-ré, com comando semi automático sequencial eletro-hidráulico
Freios
AP, com discos ventilados de fibra de carbono
Suspensão
Em fibra de carbono, independente do tipo push-rod de ativação da torção das molas dianteiras e do tipo pull-rod nas traseiras
Peso
640 quilogramas, com piloto água e lubrificantes
Rodas
Rays de 13 polegadas
Motor
Renault R27-2012, V8 em 90º, 32 válvulas, 2,4 litros, 95 quilogramas, limitado a 18.000 RPM, com injeção e ignição eletrônicas
Combustível e lubrificantes
Total

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Toro Rosso STR7





A Toro Rosso, equipe formadora de pilotos para a "matriz" Red Bull, apresentou em Jerez de la Frontera o STR7, um projeto inteiramente desenvolvido em Faenza, na Itália, antiga sede da Minardi, da qual descende esse time satélite.

O carro, na verdade, não passa de uma evolução do STR6, modelo utilizado no ano passado, onde a única evidente modificação ficou por conta do acentuado degrau no bico, sendo o o chassi que apresenta o maior desnível em relação aos demais já revelados até agora,  

Na opinião de Giorgio Ascanelli, diretor técnico da Toro Rosso, a abordagem feita em relação ao bico é conservadora, já que desenvolvida "às pressas" em razão ao curto período que tinham para homologar o STR7 antes dos testes em Jerez, e certamente haverá mudanças nessa peça no decorrer de 2012.

Além disso, é possível perceber que os sidepods estão bem mais angulados e mais esguios na parte posterior em relação ao modelo predecessor para poder acomodar melhor a saída dos escapamentos, e a introdução de uma segunda entrada de ar com formato retangular logo acima da cabeça do piloto para melhorar o arrefecimento, já que houve a diminuição na área da entrada dos radiadores.


Ao contrário dos outros times, que optaram pela continuidade, a Toro Rosso resolveu dispensar sua dupla de pilotos anterior, Sébastien Buemi (que agora é terceiro piloto da Red Bull) e Jaime Alguersuari, que estavam juntos na equipe desde o GP da Hungria de 2009, para promover dois protegidos da marca de energéticos, o australiano Daniel Ricciardo, que fez andou em alguns treinos livres no lugar dos titulares no ano passado, e acabou sendo colocado na HRT para ganhar ritmo de prova, e o francês Jean-Éric Vergne, campeão britânico de Fórmula 3 em 2010, e vice-campeão da Fórmula Renault 3.5 no ano passado.

Resta saber se a opção de Helmut Marko por dois pilotos com quase ou nenhuma experiência renderá frutos, já que a aposta é grande em ambos, os quais são cotados como sendo o futuro da Red Bull nos próximos anos.

Aparentemente o time não vive de resultados, já que se trata de mera formadora de talentos para o time principal, mas ainda sim espera-se que a ex-Minardi, pelo menos, iguale o resultado de 2008, quando terminou em sexto lugar no campeonato de construtores, superando Force India e Sauber, atualmente suas principais rivais.

Ficha técnica:


Pilotos
16  Daniel Ricciardo - 17  Jean-Éric Vergne
Chassi
STR7
Caixa de câmbio
Hidráulico de sete marchas, mais a marcha-a-ré, com comando semi automático sequencial
Freios
Brembo, com discos ventilados de fibra de carbono
Suspensão
Independente do tipo push-rod de ativação da torção das molas dianteiras e nas pull-rod nas traseiras, com amortecedores Sachs
Peso
640 quilogramas, com piloto água e lubrificantes
Rodas
Advanti Racing de 13 polegadas
Motor
Ferrari 056, V8 em 90º, 32 válvulas, 2,4 litros, 95 quilogramas, limitado a 18.000 RPM, com injeção e ignição eletrônicas
Combustível e lubrificantes
Shell

Sauber C31





Essa segunda-feira foi um dia de muitas novidades, já que três times da Fórmula 1 resolveram lançar seus modelos com que irão competir em 2012, sendo a Sauber a primeira delas.

A equipe suíça revelou o C31 (C de Christine, esposa de Peter Sauber, sendo esse o 31º carro construído pela fábrica, contando, inclusive, os modelos de esporte-protótipo) em Jerez de la Frontera, onde amanhã se iniciam os testes coletivos.

Novamente o bico com degrau foi o grande atrativo do carro, que não apresenta outras modificações significativas, a não ser o posicionamento dos escapamentos sobre o cofre do motor, ao contrário dos demais times, que posicionaram os canos de descarga na parte posterior dos sidepods, razão pela qual a seção final da lateral foi rebaixada.  

O carro também apresenta uma nova pintura, adotando o cinza metálico na traseira e na frente (talvez tentando "esconder o bico com degrau), um lay out muito mais belo em relação ao seu sucessor.

Como pilotos, Peter decidiu pela continuidade, mantendo o showman japonês Kamui Kobayashi, que parte para o seu terceiro ano na escuderia, e o mexicano Sérgio Pérez que, apesar de carregar uma "bolada" em patrocínios (Telmex, de propriedade de Carlos Slim, que também banca o terceiro piloto do time, Estebán Gutiérrez, e dona das marcas Claro e TelCel, as quais adornam a carenagem do C31), foi muitíssimo bem em 2011, marcando uma boa quantidade de pontos, e se destacando pela capacidade na conservação dos seus pneus.

Para uma equipe que perdeu o apoio de uma grande fábrica, a BMW, há três anos, o que a Sauber conseguiu desde então é digno de aplausos, e o dinheiro mexicano injetado no time baseado em Hinwill em 2011 foi um alento para haja uma evolução que permita que nesta temporada seja possível, ao menos, um retorno ao pódio, uma meta otimista, mas que não pode ser descartada.

Ficha técnica:


Pilotos
14  Kamui Kobayashi - 15  Sérgio Pérez
Chassi
C31
Caixa de câmbio
Longitudinal Ferrari de sete marchas, mais a marcha-a-ré, com comando semi automático sequencial
Freios
Brembo, com discos ventilados de fibra de carbono
Suspensão
Independente do tipo push-rod de ativação da torção das molas dianteiras e do tipo pull-rod nas traseiras
Peso
640 quilogramas, com piloto água e lubrificantes
Rodas
OZ de 13 polegadas
Motor
Ferrari 056, V8 em 90º, 32 válvulas, 2,4 litros, 95 quilogramas, limitado a 18.000 RPM, com injeção e ignição eletrônicas
Combustível e lubrificantes
Shell

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Lotus E20





Agora oficialmente batizada apenas de Lotus, a escuderia que já se chamou Toleman, Benetton e Renault mostrou o seu novo modelo, com a qual irá competir em 2012, denominado de E20, justamente por ser o vigésimo carro construído na fábrica da equipe, sediada em Enstone, na Inglaterra.

O E20 segue a tendência já adotada por todos os times que lançaram o carro anteriormente, à exceção da McLaren, com o pequeno degrau no bico do carro, algo que, inclusive, vem levantando suspeitas nos especialistas da categoria, já que é curioso o fato de que quase todos os engenheiros tenham introduzido, ao mesmo tempo, um desenho similar para se adequarem ao rebaixamento do bico em razão da modificação do regulamento técnico da categoria.

O degrau na frente do carro, que tem tornado os carros de 2012 feitos demais, parece ter tido efeito contrário no E20, que é sem dúvida o carro mais belo apresentado até agora, ajudado pelo libré preto e dourado utilizado desde o ano passado.

Nos demais aspectos, o carro parece muito semelhante ao seu antecessor, o R31, já que não houve alterações significativas nos sidepods e na carenagem sobre o cofre do motor, a não ser a rejeição ao escapamento lateral, sob o cockpit, para acolher a ideia tradicional.

No ano passado, o time, que tinha grandes esperanças de retornar ao lugar mais alto do pódio, foi atingido em cheio com o acidente de Robert Kubica, já que toda a estrutura foi montada em torno do polonês, que ainda segue em recuperação.

Para 2012, depois de penar com Nick Heidfeld, Vitaly Petrov e Bruno Senna, que levaram o time a uma vertiginosa queda no desempenho a partir da segunda metade da temporada, Eric Boullier preferiu promover o retorno de Kimi Räikkönen, que volta à Fórmula 1 depois de ter sido preterido pela Ferrari no final de 2009, e passado dois anos correndo no WRC dizendo que não retornaria à categoria máxima do automobilismo.

O finlandês originariamente iniciou as negociações para o seu regresso junto à Williams, que fez questão de rechaçar o pedido do campeão de 2007 para ter participação acionária no time de Grove, exigência esta que não encontrou barreiras na Lotus.

No segundo carro a Lotus dá uma segunda chance ao amadurecido franco-suíço Romain Grosjean,  que por muito pouco não "se queimou" para a Fórmula 1 quando foi obrigado por Flavio Briatore a substituir Nelson Piquet na Renault no fim de 2009, tendo de "reconstruir" sua caminhada correndo no FIA GT em 2010, tornando à GP2 no ano passado, sagrando-se campeão com méritos.

A expectativa de todos é que a nova Lotus inicie 2012 ainda atrás das três grandes, além da Mercedes GP, sendo certo que eventual evolução dependerá, em muito, de como Räikkönen trabalhará com os engenheiros, algo que certamente não é o forte do finlandês.

Ficha técnica:


Pilotos
 Kimi Räikkönen - 10  Romain Grosjean
Chassi
E20
Caixa de câmbio
Em titânio, de sete marchas, mais a marcha-a-ré, com comando semi automático sequencial
Freios
não divulgado
Suspensão
Independente do tipo push-rod de ativação da torção das molas dianteiras e do tipo pull-rod nas traseiras
Peso
640 quilogramas, com piloto água e lubrificantes
Rodas
OZ de 13 polegadas
Motor
Renault R27-2012, V8 em 90º, 32 válvulas, 2,4 litros, 95 quilogramas, limitado a 18.000 RPM, com injeção e ignição eletrônicas
Combustível e lubrificantes
Total

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Ferrari F2012






Depois de ter sido obrigada a adiar a festa de lançamento do seu novo modelo em razão da nevasca que caiu ontem na região onde fica a sede da marca, em Maranello, na Itália, a Ferrari conseguiu hoje mostrar ao público e imprensa o F2012.

Ao contrário do que vinha acontecendo nos outros anos, em que os modelos eram, naturalmente, versões atualizadas dos seus antecessores, o time rosso mostrou um carro que parece ter rompido com esse paradigma, algo que certamente tem a ver com a reformulação no departamento técnico da equipe feita em 2011, com a saída de Aldo Costa, que rapidamente encontrou lugar na Mercedes-Benz, e a contratação de Pat Fry, proveniente da rival McLaren.

O que chama mais a atenção é o horripilante degrau no bico, que deve ser a tendência nos chassis da atual temporada, já antecipado pelo Caterham CT01, bem como o nariz achatado e quadrado, o que faz a seção dianteira do F2012 aparente ser um feita de blocos da Lego...


Verifica-se, também, modificação nas laterais, que estão mais altas e apresentam linhas quadradas ao invés das arredondadas existentes nos carros predecessores, com a seção final dos sidepods, para acomodar os canos de escapamento, que lembram vagamente a lateral que a McLaren utilizou no ano passado, sendo este carro também o inspirador para a criação de uma segunda entrada de ar sobre o capô do F2012, ideias que certamente foram trazidas por Pat Fry.

A asa dianteira também contem alterações, com a introdução de suportes maiores e aletas mais longas, deixando-a com uma superfície muito maior, o que certamente dará muito mais aderência às rodas da frente.

O aerofólio traseiro é a única peça que não apresenta mudanças, e a Ferrari, tal qual a McLaren, tratou de esconder o difusor traseiro, como se pode ver pela última das fotos acima.

Depois de uma temporada para esquecer no ano passado, a palavra de ordem no time é "vencer", e com isso voltar a disputar o título que escapou de Fernando Alonso na última prova de 2010.

Por seu turno, Felipe Massa começa o ano bastante pressionado a apagar as críticas ao seu desempenho de 2011, em que seu melhor resultado não passou de mero quinto lugar, sendo o primeiro piloto da Scuderia a não subir ao pódio em uma temporada desde Ivan Capelli em 1992, principalmente porque a imprensa já noticiou que Robert Kubica, que se recupera do seu pavoroso acidente sofrido no início do ano passado, assinou uma carta de intenções com a equipe para 2013 caso o polonês consiga se recuperar bem, algo que muitos duvidam.

Será bastante interessante saber como a Ferrari se sairá frente à McLaren e à Red Bull.

Ficha técnica:


Pilotos
 Fernando Alonso - 6  Felipe Massa
Chassi
F2012
Caixa de câmbio
Longitudinal Ferrari de sete marchas, mais a marcha-a-ré, com comando semi automático sequencial
Freios
Brembo, com discos ventilados de fibra de carbono
Suspensão
Independente do tipo pull-rod de ativação da torção das molas dianteiras e traseiras, com amortecedores Sachs
Peso
640 quilogramas, com piloto água e lubrificantes
Rodas
OZ de 13 polegadas
Motor
Ferrari 056, V8 em 90º, 32 válvulas, 2,4 litros, 95 quilogramas, limitado a 18.000 RPM, com injeção e ignição eletrônicas
Combustível e lubrificantes
Shell

Force India VJM05





Em Silverstone foi a vez da Force India lançar o carro de 2012, o VJM05, o quinto modelo do time desde que Vijay Mallya adquiriu a estrutura da Spyker, com o qual o time buscará subir ao pódio pela primeira vez.

À primeira vista o carro aparenta bastante elegante, à exceção do horroroso bico com degrau, com laterais altas e compactas, feitas para acomodar o sistema de escapamento conforme manda o regulamento técnico após banir o difusor soprado.

O time também abandonou a entrada de ar para o motor que imitava a solução introduzida pela Mercedes GP a partir a prova em Barcelona em 2010, adotando, desta vez, uma tomada de ar convencional, o que tornou o desenho da carenagem sobre o cofre do motor muito mais bonita.

Em relação ao layout da pintura, o alaranjado tem um predomínio muito maior se compararmos com o carro do ano passado, deixando o cor verde "em segundo plano".

A asa dianteira foi totalmente reformulada e a câmera obrigatória, normalmente colocada na lateral do bico, foi disposta no próprio nariz do carro e certamente trará imagens bastante interessantes, além de fazer com que a frente se assemelhasse a um tubarão-martelo.

Na linha de frente, Vijay Mallya se desfez de Adrian Sutil, que estava com o time desde a época da Midland, em 2006, deixando Paul di Resta, campeão do DTM em 2010, a primeiro piloto, e promovendo Nico Hülkenberg, campeão da GP2 também em 2010, de piloto de testes para a titularidade, contratando Jules Bianchi, o protegido da Ferrari, como terceiro piloto.

A esperança do time é continuar a evolução que teve em 2011, principalmente na segunda metade da temporada, o que fez do ano passado o melhor de sempre da equipe indiana na Fórmula 1, e pretende incomodar as três grandes, além de fazer frente à Mercedes GP.

Ficha técnica:


Pilotos
11  Paul di Resta - 12  Nico Hülkenberg
Chassi
VJM05
Caixa de câmbio
McLaren de sete marchas, mais a marcha-a-ré, com comando semi automático sequencial
Freios
Sistema AP Racing com material Brembo
Suspensão
Independente do tipo push-rod de ativação da torção das molas dianteiras e pull-rod nas traseiras
Peso
640 quilogramas, com piloto água e lubrificantes
Rodas
BBS de 13 polegadas
Motor
Mercedes-Benz FO108Z, V8 em 90º, 32 válvulas, 2,4 litros, 95 quilogramas, limitado a 18.000 RPM, com injeção e ignição eletrônicas
Combustível e lubrificantes
Mobil

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

McLaren MP4-27





No início da semana, era grande o alarde da imprensa britânica, a qual dizia que a McLaren viria para 2012 com um modelo no limite do regulamento técnico, e por conta disso esperava-se que grandes e radicais inovações.

No entanto, no lançamento no MP4-27, pelo menos externamente, não se viu nada de muito diferente no design, a não ser a exclusão da lateral em formato de "L" utilizado no carro do ano passado, e a eliminação da segunda entrada de ar sob o capô.

No mais, houve apenas a adaptação da carenagem sobre o cofre do motor para permitir a colocação dos escapamentos na seção final dos sidepods, a fim de adequar-se às normas que baniram o difusor soprado, dispositivo este que fazia com que os canos de descarga ficassem posicionados sobre a caixa de câmbio e suporte da asa traseira.

Quando ao resto, vê-se que as linhas são basicamente as mesmas do seu predecessor.

O time, porém, na apresentação feita hoje, no McLaren Technology Centre, em Woking, tratou de esconder aquilo que poderá ser objeto de controvérsia dos outros times, o difusor traseiro, em voga desde 2009, quando a Brawn GP apareceu em Melbourne com um duplo, levando-a ao título de pilotos e construtores naquele ano.



A esperança de Jenson Button e Lewis Hamilton é, por óbvio, acabar com o domínio de Sebastian Vettel e da Red Bull, e Martin Whitmarsh, chefe do time, lembrou que podem ainda existir muitos pacotes de atualização do modelo até a corrida inaugural na Austrália, como também aconteceu em 2011, quando o modelo inicial padecia de alguns problemas graves e sofreu modificações durante os chamados testes de inverno.

Pelo terceiro ano consecutivo a equipe mantem sua dupla de pilotos, algo que não acontecia desde a época de David Coulthard e Kimi Räikkönen, que correram juntos para Ron Dennis de 2002 a 2004.

Os campeões de 2008 e 2009 aparentemente se dão bem, e fazem questão de mostrar o entrosamento mútuo à imprensa, e talvez esse seja o segredo da continuidade.

Resta saber, portanto, se a mistura do MP4-27 com a ousadia de Hamilton e fineza de Button será a receita certa em 2012.

O jeito será aguardar os primeiros testes coletivos, que se iniciam na próxima terça-feira, no circuito espanhol de Jerez de la Frontera.

Ficha técnica:


Pilotos
 Jenson Button - 4  Lewis Hamilton
Chassi
MP4-27
Caixa de câmbio
McLaren de sete marchas, mais a marcha-a-ré, com comando semi automático sequencial
Freios
Akebono, com discos ventilados de fibra de carbono
Suspensão
Independente do tipo push-rod de ativação da torção das molas dianteiras e do tipo pull-rod nas traseiras
Peso
640 quilogramas, com piloto água e lubrificantes
Rodas
Enkei de 13 polegadas
Motor
Mercedes-Benz FO108Z, V8 em 90º, 32 válvulas, 2,4 litros, 95 quilogramas, limitado a 18.000 RPM, com injeção e ignição eletrônicas
Combustível e lubrificantes
ExxonMobil