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domingo, 15 de abril de 2012

WTCC - Round 3 - Marrakech


O WTCC, Campeonato Mundial de Carros de Turismo, retornou à cidade de Marrakech, em Marrocos, para a terceira etapa da temporada depois do evento ter sido cancelado no ano passado em razão das revoltas explodiram no mundo árabe, razão pela qual acabou sendo substituído pela rodada dupla em Hungaroring.

A pista, montada nas ruas da cidade de Marrakech, é bastante rápida, contendo longas retas entremeadas por chicanes com zebras altíssimas que chegam a tirar as rodas dos carros de turismo do chão.

Na lista de inscritos houve duas baixas, Gábor Wéber e Fernando Monje. O húngaro fica de fora porque uma fratura na mão direita sofrida no inverno ainda não restou totalmente curada. Já o espanhol decidiu priorizar o Campeonato Europeu de Carros de Turismo, que teve a primeira etapa em Monza neste fim de semana.

A pole position dessa vez ficou para Alain Menu, que marcou o tempo de 1min43s901, à média de 157,476 km/h, baixando em cerca de dois segundos o recorde extraoficial da pista e, de quebra, ficou com cinco pontos de bonificação, deixando os rivais Huff em segundo e Muller em quarto, com um intrometido Tom Coronel no terceiro posto.

O resultado do treino de qualificação, de certa forma, já antecipava o que estaria por vir, ou seja, outro domínio da equipe oficial da Chevrolet.

Alain Menu largou bem e manteve o primeiro posto, deixando Huff logo atrás, com Yvan Muller, que também arrancou bem, ganhando a terceira colocação de Coronel que, por sua vez, não saiu bem e também perdeu posição para Oriola.

Sempre em comboio, nenhum dos componentes do trio da Chevrolet arriscou uma ultrapassagem desnecessária que poderia levar a um acidente. Juntos, todos terminaram a prova da forma que completaram a primeira volta, o que significa dizer que Alain Menu conseguiu a sua segunda vitória consecutiva, seguido de Huff e Muller.

Nada de novo no front.

Mais atrás, o jovem espanhol Pepe Oriola, que foi protagonista de uma grande manobra na largada para passar Coronel, foi o melhor "do resto", ficando com o quarto lugar em uma grande exibição, cuja desvantagem para os Chevrolets foi bem menor do que a vantagem que conseguiu abrir para Stefano D'Aste. Oriola, em razão disso, foi o vencedor entre os independentes, com o italiano da Wiechers-Sport em segundo, deixando o veterano Engstler com o terceiro posto.

Por outro lado, Tom Coronel frustrou suas grandes esperanças de repetir os dois pódios de Valência, primeiro perdendo duas posições na largada e depois, curvas adiante ainda na volta inaugural, foi abalroado por Alex MacDowall na freada para a segunda chicane, o que fez com que o holandês iniciasse uma corrida de recuperação a partir do 12º posto, conseguindo salvar uma frustrante oitava colocação.

Depois de duas rodadas duplas decepcionantes, o Team AON, que representa a Ford, correndo com o Focus S2000, conseguiu marcar seus primeiros pontos na temporada, conquistados por Tom Chilton, que chegou a desafiar Oriola pelo quarto lugar na metade da prova, além de fazer um bom duelo com Stefano D'Aste pela quinta colocação, mas o britânico perdeu a força no final, caindo para sétimo. Já o colega de time de Chilton, James Nash, foi eliminado da prova ainda na primeira volta quando rodou na primeira chicane quando foi tocado por Franz Engstler para depois ser atingido por Mehdi Bennani.

Para Gabriele Tarquini só restou a desilusão. Largando de último após ser desclassificado após os treinos de qualificação, quando constatou-se que o Seat León do italiano estava abaixo do peso mínimo permitido pelo regulamento. O piloto da Lukoil teve de fazer uma corrida de recuperação, chegando a figurar no oitavo posto, mas na última volta teve problemas na parte elétrica do carro, o que o fez perder três posições, ficando apenas com o 11º posto e fora da zona de pontuação.

Marcaram pontos na primeira bateria:

Alain Menu (SUI) Chevrolet Cruze 1.6T
Robert Huff (GBR) Chevrolet Cruze 1.6T
Yvan Muller (FRA) Chevrolet Cruze 1.6T
Pepe Oriola (ESP) Seat León WTCC 1.6T (i)
Stefano D'Aste (ITA) BMW 320 TC (i)
Franz Engstler (ALE) BMW 320 TC (i)
Tom Chilton (GBR) Ford Focus S2000 TC
Tom Coronel (HOL) BMW 320 TC
Norbert Michelisz (HUN) BMW 320 TC (i)
10º Darryl O'Young (CHI) Seat León WTCC 1.6T (i)

Na segunda bateria, o domínio arrasador dos carros da Chevrolet ficou ainda mais evidente, principalmente se considerarmos a inversão entre os dez primeiros, que fez com que Menu largasse de décimo, Huff de nono e Muller da sétima posição.

Os Cruze oficiais de fábrica, após a largada, "fizeram a fila", e sempre em trenzinho foram deixando seus adversários para trás, MacDowall na primeira volta, D'Aste na segunda, além de Monteiro e Coronel na terceira passagem.

Na quarta volta, Franz Engstler foi superado por Muller e Huff, que no giro subsequente chegaram a primeiro e segundo após ultrapassarem James Nash, que liderava a prova até então após ter saído da pole position.

Alain Menu foi aquele que teve um pouco mais de dificuldade, demorando uma volta a mais que seus colegas de Chevrolet para superar Engstler e Nash, chegando à terceira colocação apenas na sexta passagem.

Sem mais ninguém à frente, o trio da marca da gravatinha fez a segunda trifeta do domingo, com Yvan Muller vencendo pela quarta vez em seis provas na temporada. Huff repetiu o resultado da primeira bateria ao chegar em segundo, deixando Menu na terceira colocação.

Entre os outros, James Nash, se redimindo do abandono na primeira rodada, fez uma boa corrida, liderando a prova por quatro voltas. Depois de ser deixado para trás pelo trio da Chevrolet, o britânico sofreu grande pressão de Coronel. A três voltas do fim, com problemas de esterçamento, Nash acabou cedendo e foi ultrapassado pelo holandês e por Stefano D'Aste, terminando a prova na sexta colocação, marcando pontos pela primeira vez no WTCC, permitindo também que a Ford pontuasse novamente.

Tom Chilton, que tinha esperanças de repetir o resultado da prova anterior, acabou tendo problemas. Logo na largada foi atingido ao ser espremido por Tiago Monteiro, perdendo várias posições na primeira chicane, quando foi acossado pelos Chevrolets oficiais, e mais outras na segunda chicane enquanto brigava com Oriola pelo nono posto. A dois giros do fim, quando após ter passado um bom tempo na oitava posição, Chilton teve de abandonar com um turbo quebrado.

Entre os independentes, a vitória foi de Stefano D'Aste, que também ficou com a quinta colocação na classificação geral. Pepe Oriola chegou no segundo lugar e Ensgler completou os três primeiros.

Marcaram pontos na segunda bateria:

Yvan Muller (FRA) Chevrolet Cruze 1.6T
Robert Huff (GBR) Chevrolet Cruze 1.6T
Alain Menu (SUI) Chevrolet Cruze 1.6T
Tom Coronel (HOL) BMW 320 TC
Stefano D'Aste (ITA) BMW 320 TC (i)
James Nash (GBR) Ford Focus S2000 TC
Pepe Oriola (ESP) Seat León WTCC 1.6T (i)
Franz Engstler (ALE) BMW 320 TC (i)
Tiago Monteiro (POR) Seat León 1.6T
10º Darryl O'Young (CHI) Seat León WTCC 1.6T (i)

Com mais uma vitória, Yvan Muller mantem a liderança do campeonato e, aparentemente, segue tranquilo para a conquista de mais um título.

Robert Huff, que fez dois segundos lugares na rodada dupla do Marrocos, consegue reagir e reassume o terceiro posto, ainda que esteja a 33 pontos do líder.

Sem marcar pontos em Marrakech, Gabriele Tarquini perdeu a quinta colocação do piloto independente Stefano D'Aste, que vem fazendo brilhantes corridas na temporada de 2012.

 Yvan Muller130
 Alain Menu 106
 Robert Huff 97
 Tom Coronel 77
 Stefano D'Aste 45
 Gabriele Tarquini 44
 Pepe Oriola 43
 Franz Engstler 34
 Norbert Michelisz 26
10º  Rickard Rydell 14
11º  Alex MacDowall 10
12º  James Nash 8
13º  Tom Chilton 6
14º  Tiago Monteiro 4
15º  Alberto Cerqui 3
16º  Darryl O'Young 3
17º  Mehdi Bennani 1

Apesar do esforço de Stefano D'Aste, que é quinto colocado na classificação geral, o líder da tabela pelo Troféu Yokohama é o jovem espanhol Pepe Oriola, que também vem demonstrando grande talento.

 Pepe Oriola 51
 Stefano D'Aste 47
 Franz Engstler 37
 Norbert Michelisz 32
 Alex MacDowall 19
 Darryl O'Young 14
 Alberto Cerqui 12
 Mehdi Bennani 9
 Aleksei Dudukalo 6
10º  Pasquale di Sabatino  5
11º  Isaac Tutumlú 3
12º  Gábor Wéber 3
13º  Andrea Barlesi 2
14º  Charles Ng 2
15º  Tom Boardman 1

Após duas trifetas, a Chevrolet continua ampliando sua liderança e domínio no campeonato de construtores, deixando a BMW em segundo, distanciando-se da Seat.

 Chevrolet 268
 BMW Customer 161
 Seat Customer 144

A ROAL continua com grande vantagem na disputa pelo Troféu Yokohama, ainda que a diferença tenha caído de dezenove para dezoito pontos para a segunda colocada, que agora é a Tuenti.

 ROAL Motorsport 56
 Tuenti Racing Team 38
 Wiechers-Sport 35
 Liqui Moly Team Engstler  26
 Lukoil Racing Team 25
 Zengö Motorsport 24
 Team AON
11
 Bamboo Engineering 10
 Special Tuning Racing 6
10º  Proteam Racing 3

O próximo compromisso do WTCC acontecerá daqui duas semanas, em 29 de abril, quando se dirige pela primeira vez para a Eslováquia, onde correrá no novíssimo circuito Slovakia Ring, uma pista de quase seis quilômetros de extensão.

A primeira vez de Nico Rosberg


Tudo caminhava para uma corrida daquelas que costumeiramente se via antes da introdução do DRS, ou seja, aquele marasmo, sem brigas, sem ultrapassagens, em que se aguardava a bandeira quadriculada entre uma "pescada" e outra, mas então o inesperado aconteceu e uma reviravolta a cerca de quinze voltas do fim trouxe muita animação para quem conseguiu manter os olhos abertos.

Com vários pilotos tentando evitar uma parada extra para troca de pneus, formou-se uma fila de carros liderada por Kimi Räikkönen, que então figurava no segundo lugar, que segurava atrás de si Vettel, Button, Grosjean, Senna, Webber, Maldonado, Hamilton, Alonso e Pérez, com cerca de seis segundos separando a Lotus do finlandês da Sauber do mexicano.

Com todos esses carros agrupados, o "pau comia", principalmente com as McLarens e Red Bulls querendo ganhar espaço entre os demais, levando a uma briga franca entre os pilotos, o que deixou a prova muito movimentada, bem ao gosto daquele que aprecia o automobilismo.

A teimosia de muitos cobrou seu preço, principalmente de Kimi Räikkönen, que fez sua segunda, e última parada, na volta 28 para a colocação dos compostos médios. Sem pneus ao final, o finlandês foi caindo pelas tabelas e terminou a prova em 14º, resultado decepcionante para quem largava do quarto lugar.

Só para se ter uma ideia, daqueles que pontuaram, apenas Webber, Hamilton, Alonso, Kobayashi e Button fizeram três paradas, enquanto os demais trocaram de pneus apenas duas vezes, e desses, o último a fazer o segundo pit stop foi justamente quem menos se esperava, Nico Rosberg.

Com problemas de desgaste excessivo de pneus verificado nas duas primeiras provas, situação que se arrasta desde o ano passado, não se esperava que os carros da Mercedes fossem páreos para os rivais apesar da primeira fila do time no grid de largada.

Mas, devido a alguma atualização do carro, ou modificação no acerto, viu-se exatamente o oposto: o W03 foi o modelo que menos desgastou a borracha dos seus pneus em Jiading.

Com esse trunfo, ou seja, uma parada a menos que seus a dupla da McLaren,  a primeira vitória de Rosberg após 111 participações e mais de seis anos na Fórmula 1, e da própria Mercedes nesse retornou após ter comprado e equipe Brawn GP, ficou bastante facilitada, o que não diminui em nada o mérito do filho do campeão mundial de 1982.

Com uma largada perfeita, Rosberg disparou na frente e fez aquilo que provavelmente pedia a estratégia anteriormente traçada pelo time, em especial no que diz respeito ao cuidado com os pneus.

A alegria da Mercedes, porém, poderia ser muito maior, pois analisando a prova pode-se concluir que não seria nada de se estranhar uma dobradinha do time da estrela de três pontas se não fosse a besteira dos mecânicos ao não apertarem corretamente a porca da roda traseira direita do carro de Michael Schumacher durante a primeira parada do multicampeão, levando-o ao abandono prematuro, poupando Norbert Haug de ter um "troço" no pódio.

A primeira vitória do time da Mercedes veio em muito boa hora, eis que o quadro de diretores da montadora já começava a questionar o dinheiro gasto no programa da Fórmula 1.

Outra lição que se tirou da prova na China foi o aspecto da competitividade, pois não se vê uma equipe dominante como aconteceu em 2011, e até mesmo na prova inaugural da temporada de 2012, quando as McLarens prevaleceram com certa facilidade, ainda que a dobradinha tenha escapado por uma situação circunstancial.

Do segundo colocado, Jenson Button, até o último na zona de pontuação, Kamui Kobayashi, a diferença ficou em pouco mais de dezoito segundos, o que pode ser considerado muito pouco.

É certo que tanto Button como Hamilton, após a terceira parada deles, certamente terminariam a prova mais próximos de Rosberg, quiçá teriam discutido a vitória, se não tivessem que enfrentar todo o "bolo" em razão de uma troca de pneus a mais que os outros.

Entre os demais, de se destaca o desempenho de Romain Grosjean que, ao contrário do seu colega de equipe na Lotus, soube gerenciar melhor os pneus médios no último stint e pela primeira vez consegue terminar uma prova na temporada, marcando seus primeiros pontos com um excelente sexto lugar, já que nas duas corridas anteriores não conseguiu fazer mais que quatro voltas somadas.

Pela primeira vez com seus dois carros na zona de pontuação desde o GP da Coreia de 2010, a Williams tem muito a comemorar. Há evidente progresso no carro em condições de corrida e seus dois pilotos foram capazes de aproveitar esse fato. Bruno Senna, com uma corrida consistente, marca pontos pela segunda vez consecutiva, algo inédito para ele, e Pastor Maldonado, que jogou fora um sexto lugar importante com o acidente bobo na última volta em Melbourne quando perseguia Alonso, fez na China o seu melhor resultado da carreira, o oitavo lugar, cabendo dessa vez a ele segurar a Ferrari do espanhol, e o fez como "gente grande".

Por outro lado, se a Ferrari sabia que a repetição de um novo resultado como o de Sepang seria algo praticamente impossível, é certo que o time italiano também não esperava sair da China com apenas dois pontos no bolso.

Fernando Alonso, que passou grande parte da corrida brigando com o grupo da frente, principalmente com Lewis Hamilton, foi afobado na volta 43 tentando passar Maldonado. O venezuelano deu o lado de fora para o espanhol que, em razão disso, escorregou na "farofa" formada por pedaços de pneus e foi para fora da pista, perdendo a posição para Pérez, a qual foi recuperada tempos depois. O piloto da Ferrari, no entanto, ficou apenas com o nono lugar quando poderia certamente ter figurado entre os cinco primeiros.

Já Felipe Massa traçou uma estratégia que parecia levar em consideração que os demais fariam três paradas, mas não foi isso que se viu na prova. A tática parecia acertada, mas o brasileiro esteve longe de ter um desempenho semelhante do do colega de time. Basta dizer que a melhor volta de Massa foi apenas um décimo de segundo que de Alonso, sendo que o primeiro marcou o tempo com pneus macios, enquanto que o segundo fez a volta com os pneus médios.

Além disso, entendo que o brasileiro demorou demais para fazer sua primeira parada, razão pela qual retornou atrás de Di Resta, o que impediu de evoluir na prova. Para se ter uma ideia, Bruno Senna, que largou também com os pneus médios, estava logo atrás de Massa quando entrou para fazer o primeiro pit stop seis voltas antes do piloto da Ferrari, e quando este último saiu dos boxes, estava duas posições atrás do piloto da Williams.

Ainda sim Felipe Massa terminou a corrida a apenas cinco segundos de Fernando Alonso, mas é certo que o espanhol cometeu um dos seus raros erros e ainda acabou preso atrás de Maldonado durante o quarto final da prova, razão pela qual o brasileiro ainda sofrerá grande pressão da imprensa italiana para ser substituído antes do fim da temporada.

Outro time que decepcionou foi a Sauber. Largando da terceira e sexta posições com Kobayashi e Pérez, respectivamente, esperava-se mais dos carros do time suíço, principalmente depois do mexicano ter liderado a prova após retardar ao máximo sua primeira parada, indo três voltas mais longe do que os demais com pneus macios como ele. Ao que parece, a estratégia de Pérez não funcionou e se frustrou ao ficar fora da zona de pontuação depois de um excepcional segundo lugar em Sepang.

Já o japonês largou muito mal, perdendo quatro posições na primeira volta, inclusive para o seu colega de time. Depois disso, Kobayashi desapareceu da corrida e somente voltou à cena na volta 49, quando levou uma fechada perigosa de Pérez quando este impedia que aquele ficasse com o último posto pontuável, deixando todos no box da Sauber bastante apreensivos. Ainda sim, Kobayashi fez a volta mais rápida da corrida pela primeira vez na carreira, a primeira da Sauber como equipe independente, ou seja, sem considerar as duas melhores voltas conquistadas por Nick Heidfeld no time suíço em 2008 quando estava associado à BMW.

Depois de duas provas figurando na zona de pontuação, parecia que a Toro Rosso tinha acertado a mão no SRT7, mas tudo foi por água abaixo na China, já que os carros da subsidiária da Red Bull esteve estranhamente longe do desempenho de Melbourne e Sepang. Ambos os pilotos do time italiano tiveram, em certo momento da prova, que brigar por posições com os carros da Caterham, o que demonstra o declínio repentino e inesperado.

Essa foi a classificação final do GP da Malásia:

Nico Rosberg (ALE)Mercedes56 voltas em 1h36min26s929
Jenson Button (GBR)McLaren/Mercedes-Benza 20s626
Lewis Hamilton (GBR)McLaren/Mercedes-Benza 26s012
Mark Webber (AUS)Red Bull/Renaulta 27s924
Sebastian Vettel (ALE)Red Bull/Renaulta 30s483
Romain Grosjean (SUI)Lotus/Renaulta 31s491
Bruno Senna (BRA)Williams/Renaulta 34s597
Pastor Maldonado (VEN)Williams/Renaulta 35s643
Fernando Alonso (ESP)Ferraria 37s256
10ºKamui Kobayashi (JAP)Sauber/Ferraria 38s720
11ºSérgio Pérez (MEX)Sauber/Ferraria 41s066
12ºPaul di Resta (GBR)Force India/Mercedes-Benza 42s273
13ºFelipe Massa (BRA)Ferraria 42s779
14ºKimi Räikkönen (FIN)Lotus/Renaulta 50s573
15ºNico Hülkenberg (ALE)Force India/Mercedes-Benza 51s213
16ºJean-Éric Vergne (FRA)Toro Rosso/Ferraria 51s756
17ºDaniel Ricciardo (AUS)Toro Rosso/Ferraria 1min03s156
18ºVitaly Petrov (RUS)Caterham/Renaulta 1 volta
19ºTimo Glock (ALE)Marussia/Coswortha 1 volta
20ºCharles Pic (FRA)Marussia/Coswortha 1 volta
21ºPedro de la Rosa (ESP)HRT/Coswortha 1 volta
22ºNarain Karthikeyan (IND)HRT/Coswortha 2 voltas
23ºHeikki Kovalainen (FIN)Caterham/Renaulta 3 voltas

Na tabela de pontuação a carruagem de Fernando Alonso virou abóbora. Sem um carro capaz de repetir a vitória de Sepang, o espanhol perde a liderança para Hamilton que fez na China o terceiro lugar em três provas em 2012.

O campeonato, no entanto, segue bastante disputado, já que temos até agora três pilotos e três carros diferentes vencendo corridas, situação bastante oposta ao que se viu no ano passado.

Por outro lado, Felipe Massa é o único piloto dos times que já pontuaram a sair de Jiading "zerado", situação que é significativa para demonstrar a situação em que vive o brasileiro.

 Lewis Hamilton 45
 Jenson Button43
 Fernando Alonso37
 Mark Webber36
 Sebastian Vettel28
 Nico Rosberg25
 Sérgio Pérez 22
 Kimi Räikkönen 16
 Bruno Senna14
10º Kamui Kobayashi 9
11º Romain Grosjean8
12º Paul di Resta7
13º Jean-Éric Vergne 4
14º Pastor Maldonado 4
15º Daniel Ricciardo2
16º Nico Hülkenberg2
17º Michael Schumacher1

A McLaren segue na ponta no campeonato de construtores, ampliando sua vantagem para a sua mais próxima perseguidora, a Red Bull.

Já a Ferrari, que conta apenas com os pontos de Fernando Alonso, segue em terceiro, mas já a mais de cinquenta pontos de distância da líder McLaren.

United Kingdom McLaren
88
 Red Bull
64
Italy Ferrari
37
 Sauber
31
 Mercedes 26
United Kingdom Lotus
24
United Kingdom Williams
18
 Force India
9
Italy Toro Rosso6

Depois de incertezas quanto à realização, o GP do Bahrein, a próxima etapa do Mundial de Fórmula 1 ocorrerá já na semana que vem após a confirmação por parte da FIA e de Bernie Ecclestone na última sexta-feira, em que pese a forte manifestação política do povo barenita, que não deseja a categoria em suas terras.

sábado, 14 de abril de 2012

Com um "temporal", Rosberg surpreende e faz a primeira pole


Finalmente a Mercedes conseguiu fazer valer o seu contestado sistema de dutos, que servem para estolar a asa dianteira, e conquistar em Jiading um importante resultado, a primeira fila completa, cabendo a Nico Rosberg chegar, pela primeira vez na carreira, a pole position.

Com uma excepcional velocidade de ponta em razão do sistema que recebeu protestos de grande parte das equipes, a Mercedes já havia feito grandes treinos de qualificação em 2012, chegando ao quarto e terceiro posto, respetivamente, em Melbourne e Sepang, sempre com Michael Schumacher.

Quem estava devendo era justamente Nico Rosberg que, em Xangai, tirou a desforra. Na sua primeira volta rápida na Q3, o filho do campeão de 1982 marcou um tempo excepcional que lhe permitiu abrir mão de de mais uma tentativa e já a dois minutos do fim de sessão foi flagrado pela transmissão tirando o capacete nos boxes.

O tempo de Rosberg realmente destoou do que foi a qualificação, que era bastante apertada até ali, e colocou uma vantagem de mais de meio segundo para os seus mais próximos rivais, Hamilton e Schumacher.

Trata-se, também, a primeira pole position do time da Mercedes em seu retorno à Fórmula 1 quando comprou a Brawn GP no final de 2009, time que já foi Honda, BAR e Tyrrell, e a primeira da marca da estrela de três pontas desde Monza em 1955, última prova daquela temporada, que foi marcada pelo domínio do modelo W196, ano em que a Mercedes abandonou as competições por um longo tempo em razão do pavoroso acidente nas 24 Horas de Le Mans que matou um de seus pilotos, o francês Pierre Levegh, além de 83 espectadores.

Além disso, Michael Schumacher conseguiu o seu melhor resultado em treinos qualificatórios desde que retornou à categoria depois de uma fugaz "aposentadoria" de três anos, ajudado, é claro, pela punição imposta a Lewis Hamilton, permitindo ao time de Norbert Haug ficar com toda a primeira fila.

Depois de dominar as duas primeiras qualificações do ano, que gerou duas dobradinhas, a McLaren parece ter perdido a força. Hamilton foi o único que conseguiu mostrar alguma coisa, mas a punição consistente na perda de cinco posições no grid de largada por ter trocado a caixa de câmbio fez com que o segundo tempo virasse um sétimo posto, deixando Jenson Button com um discreto quinto lugar na grelha de partida.

A maior surpresa do treino, no entanto, foi o quarto tempo de Kamui Kobayashi, a cerca de um décimo de segundo de Hamilton e Schumacher, que o coloca o japonês em terceiro na largada para a prova, mostrando que o segundo lugar em Sepang com Sérgio Pérez não foi obra do acaso, e sim de um bom chassi, para a alegria de Peter Sauber, que finalmente volta a ter um carro capaz de brigar pelo pódio de forma consistente.

A questão é que o time suíço tinha condições de ficar com toda a segunda fila do grid de largada, mas por alguma razão Pérez marcou na Q3 um tempo sete décimos mais lento que na sessão anterior, o que coloca o mexicano na oitava colocação, que poderia ser terceiro ou quarto caso tivesse ficado próximo do resultado na segunda parte da qualificação. Vale dizer que Pérez estava equipado com os pneus de tarja amarela, o que significa que cometeu algum erro na sua única tentativa na Q3.

Já na Lotus, Kimi Räikkönen mostra, mais uma vez, que não perdeu a sua velocidade depois de ficar dois anos fora da Fórmula 1 depois de ser descartado pela Ferrari em favor de Felipe Massa. Mas o finlandês não ficou satisfeito com a quarta posição e criticou as atualizações do E20 para a China. Por outro lado, Romain Grosjean teve de usar um set extra de pneus macios na Q2 em razão de um erro cometido logo no início da sessão, razão pela qual preferiu sequer ir à pista na Q3 para economizar mais um jogo de pneus de tarja amarela.

A decepção do treino ficou realmente para duas equipes grandes, a Ferrari e a Red Bull.

No time italiano o pobre desempenho já era esperado, a despeito da espantosa vitória de Alonso na Malásia. O espanhol conseguiu, apesar de tudo chegar ao Q3, mas repetiu o nono lugar de Sepang. Felipe Massa mostra uma pequena evolução e, ainda que não tenha conseguido chegar à última parte do treino na temporada, ficou a apenas três décimos de seu colega de equipe, reduzindo a margem de desvantagem, fato que não fará com que a pressão sobre o brasileiro diminua.

Após alguns considerarem que essa seria a corrida de redenção do atual time bicampeão, o que se verifica é que a Red Bull ficou para trás em relação às duas primeiras etapas de 2012, sendo superada pelos desempenhos da Mercedes, Lotus e Sauber. Mark Webber salvou um sétimo tempo, que se transformou em sexto com a punição de Hamilton, mas Sebastian Vettel foi nocauteado ainda na Q2, sendo a primeira vez que o jovem alemão fica de fora da última parte do treino desde Interlagos em 2009, quando não conseguiu passar da Q1.

Vale dizer que, naquela oportunidade, o causador da eliminação precoce de Vettel foi um elemento circunstancial, a chuva, ao contrário do que se viu hoje, sendo claro que o RB8 sente, e muito, a falta do difusor soprado, base do sucesso dos modelos anteriores desenhados por Adrian Newey.

Outro que mostra evolução é Bruno Senna. Mesmo alijado de participar do primeiro treino livre, já que por razões contratuais o brasileiro deve ceder seu carro para o terceiro piloto da Williams, o finlandês Valtteri Bottas, Senna terminou a qualificação com um tempo apenas seis milésimos de segundo mais lento em relação a Pastor Maldonado, seu colega de equipe.

Esse foi o resultado do treino de qualificação:

 Piloto (País)Equipe/MotorQ1Q2Q3
Nico Rosberg (ALE)Mercedes1min36s8751min35s7251min35s121
Lewis Hamilton (GBR)McLaren/Mercedes-Benz1min36s7631min35s9021min35s626
Michael Schumacher (ALE)Mercedes1min36s7971min35s7941min35s691
Kamui Kobayashi (JAP)Sauber/Ferrari1min36s8631min35s8531min35s784
Kimi Räikkönen (FIN)Lotus/Renault1min36s8501min35s9211min35s898
Jenson Button (GBR)McLaren/Mercedes-Benz1min36s7461min35s9421min36s191
Mark Webber (AUS)Red Bull/Renault1min36s6821min35s7001min36s290
Sérgio Pérez (MEX)Sauber/Ferrari1min36s1981min35s8311min36s524
Fernando Alonso (ESP)Ferrari1min36s2921min35s9821min36s622
10ºRomain Grosjean (SUI)Lotus/Renault1min36s3431min35s903sem tempo
11ºSebastian Vettel (ALE)Red Bull/Renault1min36s9111min36s031
12ºFelipe Massa (BRA)Ferrari1min36s5561min36s255
13ºPastor Maldonado (VEN)Williams/Renault1min36s5281min36s283
14ºBruno Senna (BRA)Williams/Renault1min36s6741min36s289
15ºPaul di Resta (GBR)Force India/Mercedes-Benz1min36s6391min36s317
16ºNico Hülkenberg (ALE)Force India/Mercedes-Benz1min36s9211min36s745
17ºDaniel Ricciardo (AUS)Toro Rosso/Ferrari1min36s9331min36s956
18ºJean-Éric Vergne (FRA)Toro Rosso/Ferrari1min37s714
19ºHeikki Kovalainen (FIN)Caterham/Renault1min38s453
20ºVitaly Petrov (RUS)Caterham/Renault1min38s677
21ºTimo Glock (ALE)Marussia/Cosworth1min39s282
22ºCharles Pic (FRA)Marussia/Cosworth1min39s717
23º Pedro de la Rosa (ESP)HRT/Cosworth1min40s411
24 Narain Karthikeyan (IND)HRT/Cosworth1min41s000
107% (tempo de corte)1min42s931

É importante deixar claro que o grande resultado de Nico Rosberg e Michael Schumacher não significa que o time da Mercedes seja apontado como favorito à vitória.

Como se sabe, os W03, tal qual o seu modelo antecessor, sofre demais com um desgaste exacerbado dos pneus, o que faz com que seus pilotos caiam pelas tabelas no decorrer da corrida.

Além disso, o duto que dá o carro uma grande velocidade final ao carro da Mercedes só funciona quando é acionado o DRS. Se nos treinos o uso do dispositivo é livre, na corrida depende-se das circunstâncias do regulamento, ou seja, estar a menos de um segundo do carro da frente na zona de detecção, com ativação apenas em parte da reta oposta.

Isso abre as portas para um novo resultado surpreendente para os times considerados médios, como é o caso da Sauber e da própria Lotus, a não ser que a McLaren se sobressaia e imponha a supremacia que demonstrou em Melbourne.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Jiading


Neste fim de semana acontece a terceira etapa do Mundial de Fórmula 1 no Autódromo International de Shanghai (ou Xangai), na China, um circuito de média velocidade de 5,451 km, desenhado pelo engenheiro alemão Hermann Tilke, sendo visíveis os traços característicos das pistas apelidadas de "Tilkódromos", ou seja, longas retas, excesso de curvas de baixa velocidade e amplas áreas de escape para permitir que o piloto consiga voltar ao traçado após uma escapada para fora da pista.

layout do circuito é inspirado no caractere chinês shang, prefixo do nome da cidade onde ele foi construído, Shanghai, e que significa "no alto", ou "elevado", e possui duas curvas que chamam bastante a atenção, uma em formato de caracol (formada pelas curvas 1, 2, 3 e 4) e uma outra inclinada (curva 13).

Essa será a nona edição do GP da China, todos eles tendo como palco a pista do distrito de Jiading, que tem como recorde oficial o tempo de 1min32s238, alcançado por Michael Schumacher em 2004, com uma média de 212,749 km/h, a bordo da Ferrari F2004 V10, tempo esse que certamente não será atingido devido à capacidade inferior dos motores atuais (V8 de 2,4l contra os V10 de 3,0l da época), bem como às restrições aerodinâmicas e eletrônicas.

O maior vencedor nessa pista é Lewis Hamilton, com dois triunfos, um em 2008 e outro em 2011, sendo o primeiro a conseguir bisar uma vitória em solo chinês, já que até 2010 a prova teve sete vencedores diferentes.

O circuito, cuja volta gira no sentido horário, possui um total de dezesseis curvas, sendo nove para a direita e sete para esquerda, com duas retas grandes, a maior com 1,3km, e os melhores pontos de ultrapassagem são nas curvas 1 e 14.

Para 2012, a FIA determinou uma pequena redução de cinquenta metros na zona de ativação do DRS (a asa traseira móvel), agora a cerca de 800 metros da curva 14, praticamente no meio da reta oposta. O intuito dessa medida foi parear mais os carros na freada para o grampo, já que ano passado o uso do dispositivo facilitou demais as ultrapassagens na grande reta. Já o ponto de detecção estará no mesmo local de 2011, ou seja, na saída da curva 12, antes da curva inclinada.

Ao final da reta principal, os carros atingem pouco mais de 300km/h, e a primeira curva, em formato de caracol, possui um alto grau de dificuldade, pois a primeira tangência, à direita, se inicia ainda com o carro em aceleração, havendo a redução de três marchas no meio do apex da curva, passando de cerca de 250 km/h no início para cerca de 190 km/h, com uma breve reaceleração, quando então o piloto busca o freio para diminuir gradativamente as marchas até a segunda, sempre com o volante virado para a direita até a curva 2, feita a cerca de 100 km/h, e que é precedida por outra curva fechada, a 3, desta vez para a esquerda, sem mexer no câmbio, contornando-a a cerca de 85 km/h. Na saída, há uma pequena guinada para a esquerda para a curva 4, feita com aceleração plena, já com a quarta marcha engatada, a uma velocidade de 200 km/h.

Após a curva 4, uma pequena reta leva à curva 5, sem necessidade de tangenciar precisamente e sem diminuir a velocidade, já em sexta marcha, a cerca de 280 km/h, deixando o carro seguir para o lado externo em preparação para a curva 6, um gancho à direita feito em segunda marcha a pouco menos de 80 km/h.

O piloto faz a retomada da velocidade na saída da curva 6 para a a sequência de curvas a seguir, um "S" de alta muito parecido com as curvas 5 e 6 de Sepang. A primeira "perna" desse "S", a curva 7, à esquerda, de raio mais longo, é contornada em sexta marcha, a cerca de 270 km/h, com uma leve redução de duas marchas para o contorno da curva 8, à direita, a pouco menos de 180 km/h, onde o piloto não pode deixar o carro escapar demais para o lado externo, pois logo a seguir há a fechada curva 9, à esquerda, feita em segunda marcha, por volta dos 110 km/h. Logo a seguir, quase sem "aprumar" o volante, o piloto atinge a curva 10 em plena aceleração, em terceira para a quarta marcha, por volta dos 180 km/h.

Após a curva 10 há uma pequena reta que leva às curvas mais importantes da pista se o piloto deseja ultrapassar o carro que vem à frente.

Pouco antes da placa dos 50 metros, há uma forte freada para a curva 11, à esquerda, feita em segunda marcha, a pouco mais de 90 km/h, e logo a seguir o piloto vira o volante para a direita para a curva 12,a primeira '"perna" do curvão, aliviando brevemente o acelerador, mas sem mexer na alavanca de câmbio, e já a pouco menos de 110 km/h.

Na sequência, a velocidade é retomada na saída da 12 até a 13, uma curva inclinada à direita, feita de "pé embaixo", chegando à sexta marcha na saída, a mais de 250 km/h, levando à reta oposta, de 1,3km.

O correto contorno da sequência das curvas 11, 12 e 13 permite que o piloto se aproxime do carro que o precede, buscando o "vácuo" para discutir a posição no final do retão, a curva 14, um gancho feito em segunda marcha após uma redução de 315 km/h para pouco menos de 70km/h em cerca de 75 metros.

Esse é o trecho onde ocorrem grande parte das ultrapassagens e também onde os pilotos disputando posição costumam se "engachar", seguida da curva 15 à direita, praticamente imperceptível, sendo também um local crítico numa disputa de posição, já que aquele piloto que vem pelo lado de dentro na curva 14 pode acabar "espalhando" para o lado externo, permitindo àquele piloto que esteja do lado externo retome a posição na manobra chama de "X".

Após a curva 15 há uma pequena reta que leva à última curva do traçado, a 16, à esquerda, feita em terceira marcha, a pouco mais de 150 km/h, buscando a zebra tanto do lado interno na tangência, como também no lado externo, na saída. É um outro local onde o piloto que busca a ultrapassagem tenta induzir a um erro o piloto que o precede para então discutir a posição na reta principal e curva 1.

Uma volta virtual pela pista de Jiading:


As seis últimas edições do GP da China foram disputadas em baixas temperaturas, com a chuva sendo "protagonista" em 2006, 2007, 2009 e 2010. Para esse ano, o "frio" deve se repetir, já que a meteorologia prevê temperaturas de abaixo dos 20ºC durante o fim de semana, e entre 12ºC a 18ºC para o horário da corrida, situação que poderá minimizar o desgaste dos pneus, e reduzir para duas a média de paradas para cada piloto.

Para 2012, a Pirelli levará para a China os compostos macios e médios, tarjas amarelas e brancas, respectivamente, o que poderá causar uma diferença na estratégia no uso dos pneus em razão da proximidades de desgaste desses tipos tipos de compostos.

Muitos apostam que Xangai será marcada pela reação da Red Bull, mas não creio nessa hipótese, principalmente porque o RB8 é o carro que mais sentiu a proibição do difusor soprado, apresentando grande instabilidade na parte traseira, ainda que haja grande possibilidade do time de Christian Horner esteja mais próximo das McLarens que, por sua vez, perderam grande chance de acumular gordura ao perder uma dobradinha praticamente certa em Sepang devido a erros da equipe e dos pilotos.

Para domigo, estão previstas 56 voltas, totalizando um percurso de 305,066 km, que deve ser cumprido em cerca de uma hora e meia em pista seca.