Com dois terços da temporada já cumpridos, a GP2, com a feature race em Hungaroring, entra em sua reta final e decisiva, não só para aqueles que ainda disputam a coroa de 2012, mas também àqueles que buscam uma vaguinha em alguma equipe da Fórmula 1 para o ano que vem, nem que seja como piloto de testes.
A lista de inscritos novamente sofreu alterações, já que a Rapax deu outra oportunidade ao fraco holandês Daniel de Jong no lugar do compatriota Tom Dillmann, responsável por todos os pontos do time italiano na tabela.
Depois de brilharetes em algumas das provas deste ano, Max Chilton finalmente teve a chance de ganhar pela primeira vez na categoria, dando também à equipe Carlin a primeira vitória na GP2, conquista que foi facilitada pela pole position arrebatada nos instantes finais da qualificação, bem como da excelente arrancada até a liderança já na primeira curva.
O triunfo do britânico da Carlin foi valorizado pelo fato de ter conseguido suportar a grande pressão imposta por Valsecchi no terço final da prova, quando Julián Leal, que ainda precisava fazer sua parada obrigatória e andava em um ritmo bem lento com seus pneus já bem desgastados, serviu de tampão e permitiu a aproximação dos principais candidatos à vitória na prova.
Sem conseguir superar Chilton, o italiano da DAMS teve de se consolar com o segundo lugar, recebendo ainda os dois pontos de bonificação por ter feito a melhor volta entre aqueles que ficaram nas dez primeiras posições, marcando o tempo de 1min32s896 à média de 169,776 km/h, a quarta melhor passagem da prova, cerca de sete décimos de segundo mais lenta que o giro de Simon Trummer, último a cumprir a troca de pneus obrigatórias.
Com mais uma excelente largada, Razia pulou da quinta colocação para o terceiro posto ainda na primeira curva, posição esta que manteve até o final após não ter tido sucesso na grande briga travada com Valsecchi na volta 24, quando o brasileiro, aproveitando-se a presença de Leal, conseguiu fazer uma ultrapassagem por fora na curva 1 sobre o italiano, que devolveu o revés na mesma moeda ao passar o piloto da Arden logo na sequência, também por fora, na curva 2, em uma disputa que teve direito a toque de rodas e durou até a curva 5.
Já Felipe Nasr, que conseguiu apenas a 13ª posição na qualificação, fazia uma prova discreta brigando pela sétima colocação com Berthon quando teve uma falha nos freios traseiros na curva 1, levando-o a uma saída de pista sem consequências maiores, já que o brasiliense conseguiu imobilizar o carro antes de atingir as barreiras.
Tendo optado por uma estratégia diferenciada, e equivocada, de largar com os pneus prime para protelar ao máximo sua parada obrigatória e assim equipar seu carro com os pneus option, mais macios para ter mais velocidade em relação aos demais no final da prova, Gutiérrez perdeu a chance de marcar preciosos pontos e certamente a escapada que deu na saída da curva 14 quando perseguia Berthon, não ajudou, perdendo duas posições, as quais foram recuperadas com uma ultrapassagem sobre Leimer e com o abandono de Nasr.
Jolyon Palmer, por seu turno, foi o grande "perdedor" da prova ao desperdiçar a boa terceira colocação no grid de largada com uma péssima largada, sendo obrigado a se contentar com uma decepcionante sexta colocação.
Marcaram pontos na primeira bateria em Hungaroring:
1º
Max Chilton (GBR)
Carlin
2º
Davide Valsecchi (ITA)
DAMS
3º
Luiz Razia (BRA)
Arden
4º
James Calado (GBR)
Lotus ART
5º
Giedo van der Garde (HOL)
Caterham
6º
Jolyon Palmer (GBR)
iSport
7º
Nathanaël Berthon (FRA)
Racing Engineering
8º
Esteban Gutiérrez (MEX)
Lotus ART
9º
Fabio Leimer (SUI)
Racing Engineering
10º
Stefano Coletti (MON)
Coloni
Com o segundo lugar e os pontos de bonificação conquistados, Valsecchi conseguiu derrubar pela metade sua desvantagem em relação à Luiz Razia, os quais já colocam cerca de cinquenta pontos de avanço para o terceiro colocado, Gutiérrez.
1º
Luiz Razia
186
2º
Davide Valsecchi
181
3º
Esteban Gutiérrez
133
4º
Giedo van der Garde
129
5º
James Calado
128
6º
Max Chilton
124
7º
Fabio Leimer
97
8º
Johnny Cecotto
80
9º
Felipe Nasr
68
10º
Marcus Ericsson
56
11º
Jolyon Palmer
56
12º
Nathanaël Berthon
47
13º
Stefano Coletti
32
14º
Tom Dillmann
29
15º
Rio Haryanto
27
16º
Nigel Melker
25
17º
Stéphane Richelmi
19
18º
Fabio Onidi
13
19º
Rodolfo González
6
20º
Simon Trummer
4
21º
Julián Leal
1
22º
Fabrizio Crestani
1
23º
Brendon Hartley
1
O problema enfrentado por Nasr deu oportunidade à Lotus ART de se distanciar um pouco mais da DAMS na ponta do campeonato entre as equipes.
1º
Lotus ART
261
2º
DAMS
249
3º
Arden
190
4º
Carlin
151
5º
Racing Engineering
144
6º
Caterham
135
7º
iSport
112
8º
Barwa Addax
80
9º
Coloni
45
10º
Rapax
29
11º
Ocean Racing
26
12º
Trident
20
13º
Lazarus
1
Amanhã, antes do GP da Hungria de Fórmula 1, acontecerá a sprint race da GP2, a qual fecha o fim de semana da categoria na Hungria, tendo Esteban Gutiérrez saindo da pole position, com Berthon em segundo lugar, enquanto que Razia parte da quinta colocação, logo à frente de Valsecchi.
Com uma classificação finalmente acontecendo em condições normais de clima, ou seja, sem chuva, algo que não se via desde a prova em Valência, a McLaren conseguiu mostrar do que realmente é capaz com o novo pacote de atualização que já equipava os carros desde a etapa anterior.
Quem mais parece ter se beneficiado com essa nova revisão aerodinâmica dos MP4-27 foi Lewis Hamilton, absolutamente o piloto mais rápido do fim de semana, dominando praticamente todas as sessões, falhando de pontear apenas os treinos livres de sábado, quando ficou em segundo lugar a apenas 93 centésimos de segundo de Mark Webber, sendo o único, no treino que definiu o grid de largada, a andar abaixo da casa de 1min20s.
Para se ter uma ideia da velocidade do campeão de 2008 na qualificação basta dizer que ele conseguiu acabar o Q1 na frente fazendo sua volta equipado dos pneus médios, ao contrário dos demais rivais, que tiveram de andar com os pneus macios, e mesmo assim ainda foi mais rápido em relação aos tempos conseguidos por Alonso, Massa, Maldonado, Senna e Hülkenberg no Q3.
O resultado conquistado por Hamilton foi bastante comemorado pela equipe pois se trata da 150ª pole position da McLaren na Fórmula 1, um marco realmente histórico atingido pelo time de Woking, que vem de resultados pouco animadores nas últimas provas.
Totalmente sem alarde, Romain Grosjean desbancou os grandes para ficar com a segunda posição no grid de largada, o que deu ao franco-suíço a oportunidade de fazer sua aparição de estreia na primeira fila, sendo a grande surpresa desse sábado.
A Red Bull, por outro lado, parece ter sentido a modificação em seu mapeamento de motor após exigências da FIA e ameaça de desclassificação já que Vettel não conseguiu melhor do que ficar a quase meio segundo da pole position, enquanto que Mark Webber sequer passou pela Q2.
Depois de três provas com os excelentes resultados de duas poles, duas vitórias e um segundo lugar, Alonso e Ferrari foram absolutamente discretos até agora, destacando-se a sorte de campeão do espanhol em razão dos problemas enfrentados por Webber, seu mais próximo rival na tabela.
Com as notícias de que a Ferrari não irá renovar seu contrato para 2013 chegando ao ponto máximo nesse fim de semana, o desempenho de Felipe Massa na Hungria até agora não comprometeu, tendo ficado sempre próximo de seu colega de equipe, em uma diferença de exato um décimo de segundo se somarmos os tempos conseguidos por ambos os pilotos do time italiano durante as três fases da qualificação.
Já a Williams mostra extrema competitividade e certamente dará trabalho para os times grandes durante a prova, ressaltando o que parece ser uma boa evolução de Bruno Senna, que vem tendo diversas dificuldades em qualificações e pela primeira vez em 2012 conseguiu chegar à Q3.
Por outro lado, a grande decepção do dia é a Mercedes, que tem tido em Hungaroring problemas de adaptação e sequer foi à última parte do treino, deixando, inclusive, Michael Schumacher com a distante 17ª posição, a última colocação entre aqueles que participaram do Q2.
Esse foi o resultado do treino de qualificação:
Piloto (País)
Equipe/Motor
Q1
Q2
Q3
1º
Lewis Hamilton (GBR)
McLaren/Mercedes-Benz
1min21s794
1min21s060
1min20s953
2º
Romain Grosjean (SUI)
Lotus/Renault
1min22s755
1min21s657
1min21s366
3º
Sebastian Vettel (ALE)
Red Bull/Renault
1min22s948
1min21s407
1min21s416
4º
Jenson Button (GBR)
McLaren/Mercedes-Benz
1min22s028
1min21s618
1min21s583
5º
Kimi Räikkönen (FIN)
Lotus/Renault
1min22s234
1min21s583
1min21s730
6º
Fernando Alonso (ESP)
Ferrari
1min22s095
1min21s598
1min21s844
7º
Felipe Massa (BRA)
Ferrari
1min22s203
1min21s534
1min21s900
8º
Pastor Maldonado (VEN)
Williams/Renault
1min22s475
1min21s504
1min21s939
9º
Bruno Senna (BRA)
Williams/Renault
1min22s271
1min21s697
1min22s343
10º
Nico Hülkenberg (ALE)
Force India/Mercedes-Benz
1mn22s176
1min21s653
1min22s847
11º
Mark Webber (AUS)
Red Bull/Renault
1min22s829
1min21s715
12º
Paul di Resta (GBR)
Force India/Mercedes-Benz
1min21s912
1min21s813
13º
Nico Rosberg (ALE)
Mercedes
1min22s079
1min21s895
14º
Sergio Pérez (MEX)
Sauber/Ferrari
1min22s110
1mn21s895
15º
Kamui Kobayashi (JAP)
Sauber/Ferrari
1min22s801
1min22s300
16º
Jean-Éric Vergne (FRA)
Toro Rosso/Ferari
1min22s799
1min22s380
17º
Michael Schumacher (ALE)
Mercedes
1min22s436
1min22s723
18º
Daniel Ricciardo (AUS)
Toro Rosso/Ferrari
1min23s250
19º
Heikki Kovalainen (FIN)
Cateham/Renault
1min23s576
20º
Vitaly Petrov (RUS)
Caterham/Renault
1min24s167
21º
Charles Pic (FRA)
Marussia/Cosworth
1min25s244
22º
Timo Glock (ALE)
Marussia/Cosworth
1min25s476
23º
Pedro de la Rosa (ESP)
HRT/Cosworth
1min25s916
24º
Narain Karthikeyan (IND)
HRT/Cosworth
1min26s178
107% (tempo de corte)
1min27s519
Pela velocidade apresentada até agora, Hamilton é realmente o favorito à vitória na corrida de amanhã, principalmente pelo fato do britânico ter sido extremamente rápido quando equipados com os pneus prime, de compostos médios, que certamente serão utilizados em dois stints, tal qual aconteceu em Silverstone e Hockenheim.
Resta saber, no entanto, a quantas andam o nível de desgaste nos carros da McLaren, já que o campeão de 2008 não é reconhecido pelo seu fino trato com os pneus.
Apesar da estratégia a ser escolhida para a prova desempenhar um papel importante no resultado final, serão a largada e a primeira curva os grandes pontos chave e determinantes, principalmente quando se verifica a presença de pilotos como Hamilton e Grosjean, sujeitos a manobras intempestivas e propensos a acidentes estúpidos, dividindo a primeira fila.
Aliás, uma eventual "zebra" não deve ser descartada já que existe risco de chuva forte durante a competição, conforme infirma a previsão do tempo, algo que certamente "embaralharia as cartas" e daria grande vantagem a Alonso, já que a Ferrari aparenta ter um carro que se adapta melhor à situação de pista molhada.
No próximo domingo, o último do mês de julho de 2012, e antes do início das férias de verão para todos os envolvidos na categoria durante o mês de agosto, será a vez da Hungria dar início à segunda metade da temporada, em um evento que remonta a 1986, cuja corrida foi vencida por Nelson Piquet depois daquela antológica ultrapassagem sobre Ayrton Senna no final da reta principal.
Desta forma, esta será a 28ª edição do GP da Hungria, sendo que apenas 26 vezes essa prova esteve no calendário da Fórmula 1, sempre em Hungaroring, pista localizada nas cercanias da capital Budapeste, e quem possui um traçado bastante travado, mais parecendo um kartódromo, com retas de pequena extensão que tornam as ultrapassagens quase impossíveis, tanto que 64% das vezes o vencedor saiu da primeira fila, e somente em duas oportunidades o ganhador não esteve entre os carros que largaram das duas primeiras filas do grid (Nigel Mansell em 1989 e Jenson Button em 2006).
Segundo os pilotos, Hungaroring é como Mônaco, mas sem os guard-rails.
A pista, por incrível que pareça, já foi ainda mais travada, pois existia uma apertadíssima chicane na saída da curva 3, a qual foi abolida para 1989, e até 2002 a reta principal era menor, o que foi modificado com a reforma feita em 2003, que não só aumentou a extensão da reta dos boxes, como também alterou a curva 1, que era longa e muito parecida com a curva final, a 14, na tentativa de proporcionar maiores chances de ultrapassagem.
Na oportunidade, a pequena reta existente entre as curvas 11 e 12 também foi levemente aumentada, tornando a curva 12 mais apertada e lenta, modificações estas que tornaram a pista ligeiramente mais rápida ao gerarem um acréscimo de cerca de 5 km/h na média de velocidade da volta.
O maior vencedor do GP da Hungria, com quatro triunfos em 1994, 1998, 2001 e 2004, é Michael Schumacher que, aliás, também é o detentor do recorde oficial da pista, com o tempo de 1min19s071, à média de 199,461 km/h, conseguido em 2004, com a Ferrari F2004 V10.
Foi nessa pista que, há três anos, Felipe Massa sofreu aquele gravíssimo acidente que resultou em fratura do crânio ao ser atingido por uma mola da suspensão que se desprendeu da Brawn de Rubens Barrichello, acabando com a temporada de 2009 do piloto da Ferrari que, depois disso, apesar dele negar, nunca mais foi tão competitivo quanto era até então.
O circuito, que é de baixíssima velocidade, gira no sentido horário e possui um total de 14 curvas, sendo oito para a direita e seis para a esquerda, obrigando aos pilotos o uso de praticamente toda inclinação possível de asa.
O principal ponto de ultrapassagem está no final da reta principal, ainda que o piloto precise contar com um erro ou descuido do carro que vem à frente para completar a manobra, principalmente porque a asa móvel tenha muito pouco efeito em razão da pouca extensão da reta.
Como no ano passado, a zona de detecção do DRS será posicionada a 70 metros da tangência da curva 14 e o ponto de ativação estará colocado logo na saída dessa mesma curva.
A reta principal, ponto de maior velocidade do circuito, onde os carros atingem cerca de 300 km/h, possui leve declive e tem a linha de chegada situada em seu primeiro terço da reta principal, iniciando a volta pela pista.
Entre as placas dos 100 e 50 metros, o piloto freia forte para a curva 1, uma curva apertada à direita, reduzindo para a segunda marcha, contornada a cerca de 90 km/h, deixando o carro escapar até a zebra externa para retomar a velocidade no pequeno trecho de reta.
Na sequência, mais ou menos próximo à placa dos 50 metros, dá-se início à freada para a curva 2, à esquerda, com um raio relativamente longo e em leve declive, reduzindo da quinta para a segunda ou terceira marcha, a 110 km/h, trazendo o carro para dentro na saída para buscar o melhor traçado para a curva 3, à direita, feita com o acelerador a pleno, em quinta marcha, a mais de 220 km/h, na parte mais baixa da pista antes de alcançar a segunda pequena reta da pista em subida, local onde do acidente de Felipe Massa em 2009.
Nessa reta, o piloto atinge 280 km/h, em sétima marcha, trazendo o carro para o lado de dentro da pista, até frear para a rápida curva 4, à esquerda reduzindo apenas duas marchas, a cerca de 210 km/h, local em que é comum os carros exagerarem na zebra localizada na saída e com isso perderem velocidade e serem alvos fáceis de ultrapassagens na curva seguinte.
Novo trecho de aceleração até a curva 5, uma curva à direita, também com o raio longo, em ligeiro aclive e com inclinação ligeiramente negativa, feita em terceira ou quarta marcha a quase 150 km/h, acelerando novamente para um pequeno trecho em reta que leva à apertada chicane, as curvas 6 e 7, à direita e esquerda, que possui zebras muito altas para se evitar o "corte da pista", local de muitas tentativas desesperadas de ultrapassagens, as quais geralmente acabam frustradas com um ou ambos os carros fora da pista ou danificados.
Para a primeira perna dessa variante, freia-se pouco antes da placa dos 50 metros, reduzindo para a segunda marcha, entrando a pouco mais de 100 km/h, com uma leve reaceleração para a segunda perna, também contornada em segunda marcha, mas dessa vez a cerca de 120 km/h, e é outro trecho em que muitos carros exageram na zebra posta na saída.
O piloto, então, acelera até engatar a quarta marcha em um pequeno trecho em reta que precede uma sequência sinuosa da pista, que é iniciado com leve freada para a curva 8, à esquerda, sem redução no câmbio, a cerca de 170 km/h.
Na saída, o carro é trazido rapidamente para o lado externo da pista, reduzindo para a terceira marcha, a cerca de 150 km/h para contornar a curva 9, à direita, com cuidado para não perder tempo na saída com o excesso do uso da zebra.
Depois, o piloto traz o carro rapidamente para o lado interno da pista para poder ter o melhor traçado para a curva 10, à esquerda, engatando a sexta marcha no meio dela, a cerca de 240 km/h, e novamente o bólido deve ser levado com rapidez para o lado externo da pista para o melhor contorno da curva 11, com uma leve freada, reduzindo a velocidade novamente para 240 km/h, em quinta ou sexta marcha, sendo este outro trecho em que os pilotos acabam exagerando na zebra na saída.
Após a curva 11, um pequeno trecho em reta em descida, engatando a sétima marcha para depois, entre as placas de 100 e 50 metros, frear forte novamente, reduzindo para a segunda marcha, a pouco mais de 110 km/h, quando então o piloto contorna a curva 12, à direita.
Novo trecho de reta em descida que leva à curva 13, à esquerda e que possui com raio longo, feita em segunda marcha, com a saída em leve aclive, a cerca de 100 km/h, quando então o carro segue para um trecho de leve subida e é trazido para o lado externo da pista reduzindo de quarta para a terceira marcha para a curva 14, a última do traçado, também de raio longo e à direita, a cerca de 130 km/h, quando então o piloto novamente atinge a reta principal, completando a volta.
Aqui vão dois vídeos com uma volta virtual em Hungaroring:
Para este ano, a Pirelli resolveu modificar a escolha dos pneus, trocando os super-macios e macios como option e prime, respectivamente, para os macios e médios, de faixa amarela e branca, em uma atitude conservadora da marca italiana em razão da ausência de informações quanto ao consumo da borracha na prova do ano passado, que foi afetada, por várias oportunidades, pela chuva.
A grande polêmica da ultrapassagem de Sebastian Vettel sobre Jenson Button em Hockenheim já ficou para trás, eis que a grande notícia da semana foi o sistema de mapeamento de motor utilizado pela Red Bull, considerado ilegal pela FIA, que promete punições em caso de ausência de modificações.
O sistema da equipe austríaca, supostamente, estaria dando ganhos aerodinâmicos ao RB8, apresentando uma variação de torque além dos limites permitidos, levando ao retardamento da ignição e, consequentemente, a liberação de gases do escapamento que poderiam influenciar o carro mesmo quando o piloto não está acelerando, justamente o efeito do "difusor soprado", o qual foi banido a partir desse ano, além de não permitir o excesso de giro da roda motriz na reaceleração, agindo como uma espécie de "controle de tração".
A questão foi levantada pelos outros times e a FIA certamente fará um comunicado de que, caso o time comandado por Christian Horner não faça as modificações, estará sujeira a punições.
É a segunda vez neste ano que a Red Bull é admoestada por componentes e sistemas presentes no RB8 teoricamente ilegais, já que em maio o time foi obrigado a modificar uma abertura no assoalho próximo às rodas traseiras.
Por sorte, a questão do mapeamento do motor é de fácil solução, mas é preciso verificar o quanto essa nova modificação influenciará a competitividade dos RB8, os quais vinham se apresentando nas últimas provas como o melhor de 2012.
O favoritismo, desta forma, recai sobre Fernando Alonso, o único a vencer por três vezes na temporada principalmente pelo altíssimo nível de condução e determinação que vem apresentando até agora, já que o F2012 não é aquela maravilha aerodinâmica.
Da McLaren tudo se espera, bem porque o pacote de atualização instalado no MP4-27 em Hockenheim não foi muito bem desenvolvido em razão do fim de semana chuvoso na Alemanha, razão pela qual é impossível se determinar ao certo o real potencial do carro revisado.
Já a Lotus terá na Hungria aquela que poderá ser sua maior chance de, finalmente, vencer uma prova, algo que não acontece desde que Alonso guiava pelo time na época da Renault, porém necessita, para tanto, fazer uma excelente qualificação, algo primordial em uma pista como Hungaroring e que vem sendo o "calcanhar de Aquiles" da escuderia.
A meteorologia prevê um fim de semana de muito calor na Hungria, com os termômetros chegando à casa dos 32ºC, ainda que haja possibilidade de chuva durante os treinos livres de sexta-feira e durante a prova.
A corrida está prevista para ser disputada em 70 voltas, com um total de 306,630 km/h de prova, que deverá ser percorrida em cerca de uma hora e quarenta minutos se não houver intervenção do safety car, algo que não é incomum acontecer, ou mesmo não haja a chuva prevista.
Depois de quase um mês e meio, o WTCC, o Campeonato Mundial de Carros de Turismo, voltou à ativa para a oitava etapa do calendário no Autódromo Internacional de Curitiba, localizado na cidade de Pinhais, região metropolitana de Curitiba.
A grande notícia que repercutiu nessa intertemporada foi o anúncio por parte da Chevrolet de que este seria o último ano na categoria da sua equipe oficial da marca, a qual se voltará para as corridas de endurance com o modelo GT Corvette. Há, porém, a esperança que a montadora da gravatinha continue a fornecer seus modelos Cruze para times independentes, como já acontece com algumas equipes que correm de BMW e Seat.
Em contrapartida, a Honda divulgou que fará o seu regresso ao WTCC com equipe de fábrica e terá como pilotos contratados os veteranos Gabriele Tarquini, que já correu pela marca japonesa no BTCC no final dos anos 1990, e Tiago Monteiro que, inclusive, será liberado de sua atual equipe, a Tuenti, nas provas em Suzuka, China e Macau, para iniciar o desenvolvimento do modelo Civic sedan.
Já a lista de inscritos, como era de se esperar, trouxe algumas novidades para o Brasil, com o retorno do dinamarquês Michel Nykjaer, que vinha correndo pelo STCC (Campeonato Escandinavo de Carros de Turismo), na equipe Bamboo em substituição a Pasquale di Sabatino, que ainda não se curou da crise de bronquite e pneumonia que lhe abateu no final de junho.
Enquanto a Zengö Motorsport, por motivos financeiros, enviou para Curitiba apenas o carro de Michelisz, deixando Wéber de fora, a princípio, das etapas em solo americano, a Tuenti escalou o jovem espanhol Fernando Monje como seu terceiro piloto, a exemplo do que já havia feito nas duas primeiras rodadas duplas da temporada em Monza e Valência.
Em seu ano de despedida, a Chevrolet novamente dominou os treinos, colocando Yvan Muller no topo da folha dos tempos em todas as sessões, desde os treinos livres até o warm-up, o que levou o francês a receber os cinco pontos de bonificação pela pole position com o tempo de 1min22s289, à média de 161,649 km/h, tendo ao seu lado no grid Alain Menu, deixando seu mais próximo rival no campeonato, o seu colega de equipe Robert Huff, na terceira colocação.
A primeira bateria, que se inicia com a largada com os carros em movimento, foi extremamente enfadonha, já que os Cruze oficiais de fábrica, sempre em formação "de esquadrilha", disparam na frente, sempre com Muller em primeiro, Menu em segundo e Huff em terceiro, não dando chances à aproximação de ninguém.
Não foi surpresa, desta forma, a sexta trifeta da temporada de 2012, sendo esta também, coincidentemente, a sexta vitória de Yvan Muller no ano que segue para o seu terceiro título consecutivo na Chevrolet e o seu quarto na categoria.
Mais atrás, apenas algumas disputas pelas posições intermediárias animaram a prova, com destaque para a que envolveu Pepe Oriola e Norbert Michelisz, que trocaram de posição algumas vezes, chegando até mesmo a se tocarem no Esse de Baixa.
O melhor do resto, no entanto, foi Gabriele Tarquini, que terminou na quarta colocação e andou relativamente próximo do trio da Chevrolet, sendo o único realmente a impor algum tipo de respeito frente à marca da gravatinha atualmente.
Já o espanhol Fernando Monje conseguiu marcar seu primeiro ponto na classificação geral após se divulgada a punição imposta a Pepe Oriola, que teve trinta segundos acrescidos sobre o tempo final de prova por ter excedido a velocidade por excesso de velocidade na largada em movimento. Stefano D'Aste e Tom Chilton, que chegaram, respectivamente em 18º e 16º também foram punidos pelo mesmo motivo e caíram para último e penúltimo.
Entre os independentes, a vitória ficou com Michel Nykjaer, o substituto eficiente, deixando seu colega de time, Alex MacDowall, em segundo, tendo ainda Darryl O'Young em uma surpreendente terceira colocação.
Marcaram pontos na primeira bateria:
1º
Yvan Muller (FRA)
Chevrolet Cruze 1.6T
2º
Alain Menu (SUI)
Chevrolet Cruze 1.6T
3º
Robert Huff (GBR)
Chevrolet Cruze 1.6T
4º
Gabriele Tarquini (ITA)
Seat León WTCC 1.6T
5º
Michel Nykjaer (DIN)
Chevrolet Cruze 1.6T (i)
6º
Alex MacDowall (GBR)
Chevrolet Cruze 1.6T (i)
7º
Darryl O'Young (CHI)
Seat León 1.6T (i)
8º
Tom Coronel (HOL)
BMW 320 TC
9º
Norbert Michelisz (HUN)
BMW 320 TC (i)
10º
Fernando Monje (ESP)
Seat León WTCC 1.6T (i)
Apesar do resultado da segunda prova ter sido muito parecido com o da primeira, dessa vez houve muito mais ação, para o alívio daqueles que compareceram ao autódromo para ver o evento principal do fim de semana, principalmente porque, em razão da inversão do grid de largada entre aqueles que terminaram a qualificação entre os dez primeiros, os Chevrolets foram obrigados a escalar o pelotão.
Com isso, Gabriele Tarquini, que se livrou de Norbert Michelisz na sétima volta para liderar a prova, bem que tentou segurar os Cruze oficiais de fábrica atrás de si, mas a cinco voltas do fim cedeu à pressão imposta por Huff, que conseguiu levar seu carro à vitória, a sua terceira em 2012.
Duas voltas depois foi a vez de Menu superar Tarquini que, no entanto, conseguiu impedir a ultrapassagem de Muller, o que permitiu ao italiano a conquista de um bastante comemorado pódio e deixou a Chevrolet "apenas" com uma dobradinha.
Entre os demais, Tom Coronel perdeu a chance de fazer um bom resultado ao fazer uma péssima relargada após a segunda intervenção do safety car em razão do forte acidente de Charles Ng, enquanto Cerqui foi "convidado a conferir" o muro dos boxes após receber uma fechada perigosa de Dudukalo na reta principal.
Pelo Troféu Yokohama, a vitória dessa vez ficou para Norbert Michelisz, com Michel Nykjaer em segundo. Mehdi Bennani fez boa corrida e conquistou o terceiro lugar.
Marcaram pontos na segunda bateria:
1º
Robert Huff (GBR)
Chevrolet Cruze 1.6T
2º
Alain Menu (SUI)
Chevrolet Cruze 1.6T
3º
Gabriele Tarquini (ITA)
Seat León WTCC 1.6T
4º
Yvan Muller (FRA)
Chevrolet Cruze 1.6T
5º
Norbert Michelisz (HUN)
BMW 320 TC (i)
6º
Michel Nykjaer (DIN)
Chevrolet Cruze 1.6T (i)
7º
Tom Coronel (HOL)
BMW 320 TC
8º
Mehdi Bennani (MAR)
BMW 320 TC (i)
9º
Tiago Monteiro (POR)
Seat León 1.6T
10º
Aleksei Dudukalo (RUS)
Seat León WTCC 1.6T (i)
Robert Huff, com uma vitória e um terceiro lugar, livrou apenas um ponto da tabela em relação à situação existente após o término da prova no Algarve, o que significa que Yvan Muller continua na liderança, e com certa folga.
1º
Yvan Muller
287
2º
Robert Huff
270
3º
Alain Menu
250
4º
Gabriele Tarquini
162
5º
Tom Coronel
150
6º
Norbert Michelisz
118
7º
Pepe Oriola
107
8º
Stefano D'Aste
84
9º
Mehdi Bennani
47
10º
Tiago Monteiro
47
11º
Franz Engstler
40
12º
Alberto Cerqui
37
13º
Alex MacDowall
36
14º
Aleksei Dudukalo
23
15º
Michel Nykjaer
20
16º
Darryl O'Young
17
17º
Rickard Rydell
14
18º
James Nash
12
19º
Tom Chilton
7
20º
Tom Boardman
4
21º
Gábor Wéber
3
22º
Fernando Monje
1
Com duas boas corridas, vencendo uma delas, Norbert Michelisz justificou a concentração de esforços da Zengö Motorsport passando para a liderança do campeonato entre os independentes ao superar Pepe Oriola por apenas cinco pontos, muito em razão da punição sofrida pelo espanhol na primeira bateria.
1º
Norbert Michelisz
111
2º
Pepe Oriola
106
3º
Stefano D'Aste
75
4º
Alex MacDowall
63
5º
Franz Engstler
58
6º
Alberto Cerqui
50
7º
Mehdi Bennani
49
8º
Darryl O'Young
34
9º
Aleksei Dudukalo
25
10º
Michel Nykjaer
20
11º
Gábor Wéber
15
12º
Pasquale di Sabatino
12
13º
Tom Boardman
11
14º
Charles Ng
8
15º
Fernando Monje
5
16º
Isaac Tutumlú
3
17º
Andrea Barlesi
3
No Mundial de Construtores, a Chevrolet segue dominando enquanto que a BMW vê a Seat se aproximar perigosamente do segundo lugar.
1º
Chevrolet
673
2º
BMW Customer
430
3º
Seat Costumer
425
A situação entre os três primeiros na tabela do Troféu Yokohama entre as equipes continua a mesma, com a ROAL Motorsport conseguindo avançar mais quatro pontos na liderança.
1º
ROAL Motorsport
127
2º
Tuenti Racing Team
113
3º
Lukoil Racing Team
100
4º
Zengö Motorsport
81
5º
Wiechers-Sport
54
6º
Bamboo Engineering
48
7º
Liqui Moly Team Engstler
34
8º
Proteam Racing
33
9º
Special Tuning Racing
18
10º
Team AON
16
O certame agora terá duas semanas de paralisação, retornando à ativa apenas em 23 de setembro, quando corre pela primeira vez nos Estados Unidos, tendo sido escolhido o circuito de Sonoma para sediar a etapa, pista que já recebe os carros da Fórmula Indy e da NASCAR.